terça-feira, 24 de agosto de 2010

Revoada de Urubus


Sabe que urubu também ama?
Se não ama, namora.
Dia destes estávamos na hora da sexta
No estacionamento de um cliente cheio de arvores
Éramos três mulheres
De repente meu telefone tocou e me afastei das duas para atender.
Percebi três urubus voando apressados e pousando em uma das árvores de pinho
As duas começaram a se preocupar quando mais uns quatro vieram de encontro
E disputavam ferrenhamente, uma urubu fêmea. Virou um alvoroço.
Sim, um alvoroço de urubu.
Uma delas se agarrou no tronco de uma árvore e dizia, eu não quero virar comida de urubu.
A outra atarantada assistia a espetaculosa cena do urubu que a essas alturas desceu para o chão e transava ao vivo, sem pudor, ali, na sua frente.
Quando desliguei o telefone, com os olhos estupefatos a que assistia o bacanal de urubus, comentou assustada que não imaginava que urubu transava daquele jeito.
Como assim, indaguei, claro que transa. Faz parte da natureza!
E a outra, imitava com os braços abertos, o excitante movimento do macho, currando a fêmea.
Coisa de maluco. Cena única, inédita, inesquecível
Muito riso de sobremesa na hora da sexta.
Mas uma coisa ficou clara,
Urubu, também ama, e como sabe lutar por amor!

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