
Triste boicote, querer desfeito
Vontade derrotada, desejo sufocado
Pelo próprio “EU”.
Boicote disfarçado
De desculpas esculpidas
Arranjadas, arrumadas, esfarrapadas
Construídas no cotidiano pelo ego da alma
Disfarces físicos para desejos lógicos.
Boicote premeditado, consciente?
Inconsciente?
No íntimo do ser,
Emanações ao universo
Que conspira e contribui
Para o ser ou não ser...
E a pergunta atordoa
Porque não, porque não?
E a resposta ressoa...
Com perguntas sem fim
Porque sim, porque sim?
O que fazer com o sim?
Sentimento de felicidade
Momentânea, Instantânea
Querer para que?
Negar é imperativo
É melhor não querer
Para não esmorecer diante do desejo
Boicote...
Covardia insana!
O desejo continua elástico, flexível, vai e vem
O racional, frio, calculista, impiedoso,
Retrai, impede e consola com o medo ao imaginar
O que fazer depois?
Se desejar muito mais intensamente?
Se quiser constantemente?
Tantas perguntas, uma resposta
Um boicote, do próprio eu
Que não insiste e resiste;
A oportunidade de viver
O sonho, o desejo, o momento
Para realizar e se sentir feliz.
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