quarta-feira, 4 de junho de 2014

Asas da Emoção

Quando a emoção cria asas
O difícil é segurar.
Pode-se trancafiá-las
Disfarçar o conteúdo
Distrair a emoção.
Mas existe um tempo, um momento,
Em que as asas se inquietam e inevitável será deixar voar, fluir, soltar.
Mas o voo amedronta
Há diferenças de vida, tempo e caminhar.
Preconceitos...
Que insistem em me manter muda, calada, acuada,
Amedrontada!
As asas murchas, sem querer voar.
E a alma reclama a sensação de um momento especial
Em que o teu abraço foi único, forte, intenso.
Carregado de uma inexplicável, diferente, acolhedora experiência.
Sinto o toque como se fosse agora.
A energia da troca, fluindo dos nossos corpos, das nossas mãos
Nos tocamos, abraçamos e nos despedimos.
Foi assim que criei asas, mas as trancafiei.
Temia voar.
Ouso agora abrir o compartimento
Onde irriquietas e intranquilas
Repousam as asas da emoção.
Deixo uma fresta de luz entrar.
Há que se ter cuidado, muito cuidado!
Sinto um roçar tímido das asas,
Um movimento que esboça o desejo de voar
Escapulir da escuridão.
Mas o medo é sedutor, envolve e paralisa.
As asas se agitam entre o medo e a emoção
Entre o vôo e a prisão
O desejo e a repressão.
O medo e a desconfiança rondam,
A coragem oscila.
O silêncio aprisiona e alimenta a solidão.
Ouso romper o silêncio e libertar
As asas da emoção.
Voa que te quero livre
Asas que lhes quero soltas
Emoção que eu desejo
Amor!