domingo, 27 de março de 2011

Tsunami


Foi assim que denominou
A minha passagem em tua vida.
E é da mesma forma que denomino a tua.
Mas o exame de sentimentos ao qual me conduziste
Não teve preço.
Observei que há muito bloqueava
sentimentos bem guardados, disfarçados, os quais não mais queria ter.
Sentimentos de desejo, de querer, ser, estar, de sentir...
Deixei-os brotar, arranquei-os da gaveta mais trancada.
Entrei em contato com meus medos, meus demônios, minhas decepções.
Sofri, chorei, senti...
Revivi cenas.
Não me arrependi, observei e, decidi...
Me dei ao luxo de me permitir,
Quem sabe a história pudesse ser diferente.
Exame feito, guarda aberta, entrega feita!
Voltei disposta a viver o que me ofereceste.
No entanto, com a mesma força que avançou,
Como a grande onda de um tsunami que varre tudo por onde passa,
Você varreu e recuou.
Destruiu tudo, atordoou, frio e desconexo.
O que demorou tanto para ser reconstruído, admitido,
Assim como veio se foi.
Novamente, um misto de surpresa e decepção.
Novo aprendizado, novos sentimentos.
Mais uma vez preparada,
Que venha um novo tsunami,
Agora, sem medo de ser feliz.

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