
Confusos, errantes...
Combinam e desistem,
Prometem e não cumprem,
Sonham e não realizam.
Não pagam para ver...
Enganam e se Enganam
Permitem-se ser enganados.
Covardes, ingênuos, imaturos,
Inseguros e às vezes até cruéis.
Amam o que traduzem como
politicamente correto,
Só acreditam em si.
Evitam o incerto, o risco, o desconhecido,
Por medo de amar e serem amados.
Medo da entrega e da verdade.
Amam e não admitem.
Desejam e se omitem
Vivem uma vida de ilusões
Promessas e enganos.
Apegam-se ao status
E vivem num amargo mar de lamentos.
Vivem se enganando
A vida passa diante dos seus olhos, das suas almas.
Não se permitem viver.
Julgam-se únicos, superiores, poderosos.
Sabem tudo, fazem tudo e perdem muito.
Dizem-se ousados e não sabem ousar.
Recuam assustados diante dos sonhos,
Que sonham e não conseguem realizar.
Escrevem seus sonhos nas páginas da vida
Com giz...
Porque o giz, facilmente se apaga.
Deixando apenas uma marca indelével
Que rapidamente é encoberta por outras marcas,
Outras sombras, outros sonhos,
Abandonados e desfeitos ao longo do tempo.
Não conseguem viver a paz,
que o branco do pó de giz representa.
Vivem do pó de suas ilusões, crenças e desejos,
Abandonados, feridos e maltratados.
Porque só sabem escrever as páginas da vida
Com giz.
Pobres homens de giz!
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